O hub publicado em 8 de setembro de 2026 não inventou recursos: organizou os que existiam dispersos desde fevereiro de 2024, quando o Google começou a preparar a Busca europeia para a DMA. O valor do pacote é a clareza de elegibilidade: quem pode entrar em cada superfície e com que infraestrutura.
O mapa por região (o que existe onde)
EEA concentra o pacote mais completo: unidades de agregadores e fornecedores para consultas de hotéis, voos, transporte terrestre e produtos (o redesenhado da DMA); carrossel de ecossistema para consultas de clima, esportes, finanças e tradução; carrossel e chip de refinamento de sites de emprego; e carrosséis de dados estruturados para viagem, negócios locais e produtos. Turquia: carrossel e chip de "sites de lugares" para hotéis e negócios locais, além dos carrosséis de dados estruturados (desde maio de 2025). África do Sul: o selo "South African" com chip de refinamento para viagem, produtos, aluguel de carros, delivery e passagens de ônibus, e os carrosséis de dados estruturados (desde agosto de 2025).
A elegibilidade em três camadas (o que cada porta pede)
Camada 1: markup correto (a porta aberta para todos). Os carrosséis de dados estruturados são o único recurso que exige marcação: ItemList com os tipos suportados (LocalBusiness, Product ou Event), com no mínimo três entidades em páginas de resumo ou categoria apontando para as páginas de detalhe. É o requisito mais acessível: implementação técnica, sem contrato nem aprovação. Camada 2: infraestrutura de dados (a porta dos agregadores). A unidade de agregadores exige feed ou API por vertical (hospedagem por feed; voos e transporte por API em tempo real; produtos pelo programa de Comparison Shopping Services) mais aprovação como serviço de busca vertical. É engenharia e relação institucional, não é tag. Camada 3: autoridade (a porta sem formulário). O carrossel de ecossistema não pede markup nem feed: exige ser fonte autoritativa ou provedor especializado na categoria, critério que o Google avalia e ninguém solicita. Fornecedores diretos (um hotel, uma companhia aérea) entram na unidade de fornecedores pelo site rastreável, sem formulário.
O "places sites", que em 2024 era unidade de agregadores do EEA, agora aparece listado só para a Turquia, sem nota sobre o destino da versão europeia. E as unidades de agregadores/fornecedores para consultas locais (restaurantes, serviços, lazer) aparecem numa página do Actions Center, mas ainda não estão no hub: com a janela de conformidade da Comissão correndo até o fim de setembro, é a próxima movimentação a acompanhar. Documentação regional é viva: confira antes de planejar.
O plano de implementação para o site brasileiro que vende lá
1. Determine os mercados: vende ou atende usuários do EEA, Turquia ou África do Sul? Se não, este guia vale como ensaio para o que a regulação pode trazer ao Brasil. 2. Comece pela camada 1: implemente ItemList nas páginas de categoria com três ou mais entidades (o guia de dados estruturados tem os padrões; a auditoria técnica valida o que já existe). 3. Avalie a camada 2 com frieza: feed e aprovação são investimento de infraestrutura; para e-commerce, o programa de CSS europeu é o caminho dos produtos. 4. A camada 3 não se implementa: se constrói: autoridade temática com conteúdo e citações. 5. Monitore as divergências: Search Console e rank tracker na região podem divergir do resto do mundo nas consultas afetadas pelo redesenho.
Para o contexto regulatório completo do redesign, o guia do EEA; e para a fundação técnica que toda essa camada pressupõe, o guia de SEO técnico.