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SEO Técnico

Carrosséis regionais do Google: o guia de elegibilidade por região (ItemList, feeds e aprovações)

22/09/2026 8 min de leitura Por Equipe M&C

O Google organizou num único hub de documentação os recursos regionais da Busca no Espaço Econômico Europeu (EEA), na Turquia e na África do Sul, com a resposta que faltava: o que cada um exige para participar. A leitura do mapa é direta: existe um recurso que você entra com markup correto, outro que você entra com feed e aprovação, e outro em que só a autoridade no assunto conta. Para o site brasileiro que vende para qualquer um desses mercados, este guia organiza a elegibilidade em um plano de implementação.

O hub publicado em 8 de setembro de 2026 não inventou recursos: organizou os que existiam dispersos desde fevereiro de 2024, quando o Google começou a preparar a Busca europeia para a DMA. O valor do pacote é a clareza de elegibilidade: quem pode entrar em cada superfície e com que infraestrutura.

O mapa por região (o que existe onde)

EEA concentra o pacote mais completo: unidades de agregadores e fornecedores para consultas de hotéis, voos, transporte terrestre e produtos (o redesenhado da DMA); carrossel de ecossistema para consultas de clima, esportes, finanças e tradução; carrossel e chip de refinamento de sites de emprego; e carrosséis de dados estruturados para viagem, negócios locais e produtos. Turquia: carrossel e chip de "sites de lugares" para hotéis e negócios locais, além dos carrosséis de dados estruturados (desde maio de 2025). África do Sul: o selo "South African" com chip de refinamento para viagem, produtos, aluguel de carros, delivery e passagens de ônibus, e os carrosséis de dados estruturados (desde agosto de 2025).

A elegibilidade em três camadas (o que cada porta pede)

Camada 1: markup correto (a porta aberta para todos). Os carrosséis de dados estruturados são o único recurso que exige marcação: ItemList com os tipos suportados (LocalBusiness, Product ou Event), com no mínimo três entidades em páginas de resumo ou categoria apontando para as páginas de detalhe. É o requisito mais acessível: implementação técnica, sem contrato nem aprovação. Camada 2: infraestrutura de dados (a porta dos agregadores). A unidade de agregadores exige feed ou API por vertical (hospedagem por feed; voos e transporte por API em tempo real; produtos pelo programa de Comparison Shopping Services) mais aprovação como serviço de busca vertical. É engenharia e relação institucional, não é tag. Camada 3: autoridade (a porta sem formulário). O carrossel de ecossistema não pede markup nem feed: exige ser fonte autoritativa ou provedor especializado na categoria, critério que o Google avalia e ninguém solicita. Fornecedores diretos (um hotel, uma companhia aérea) entram na unidade de fornecedores pelo site rastreável, sem formulário.

As detalhes que a documentação deixa em aberto

O "places sites", que em 2024 era unidade de agregadores do EEA, agora aparece listado só para a Turquia, sem nota sobre o destino da versão europeia. E as unidades de agregadores/fornecedores para consultas locais (restaurantes, serviços, lazer) aparecem numa página do Actions Center, mas ainda não estão no hub: com a janela de conformidade da Comissão correndo até o fim de setembro, é a próxima movimentação a acompanhar. Documentação regional é viva: confira antes de planejar.

O plano de implementação para o site brasileiro que vende lá

1. Determine os mercados: vende ou atende usuários do EEA, Turquia ou África do Sul? Se não, este guia vale como ensaio para o que a regulação pode trazer ao Brasil. 2. Comece pela camada 1: implemente ItemList nas páginas de categoria com três ou mais entidades (o guia de dados estruturados tem os padrões; a auditoria técnica valida o que já existe). 3. Avalie a camada 2 com frieza: feed e aprovação são investimento de infraestrutura; para e-commerce, o programa de CSS europeu é o caminho dos produtos. 4. A camada 3 não se implementa: se constrói: autoridade temática com conteúdo e citações. 5. Monitore as divergências: Search Console e rank tracker na região podem divergir do resto do mundo nas consultas afetadas pelo redesenho.

Para o contexto regulatório completo do redesign, o guia do EEA; e para a fundação técnica que toda essa camada pressupõe, o guia de SEO técnico.

Perguntas frequentes

Dúvidas rápidas

O que é o hub de recursos regionais do Google?
É a documentação oficial publicada em 8 de setembro de 2026 que organiza todos os recursos regionais da Busca no EEA, na Turquia e na África do Sul, filtráveis por região e tipo de consulta, com os requisitos de participação de cada um.
Quais recursos exigem dados estruturados?
Os carrosséis de dados estruturados são o único recurso com exigência de markup: ItemList com tipos suportados (LocalBusiness, Product ou Event) e pelo menos três entidades em páginas de resumo ou categoria apontando para páginas de detalhe. Vale para EEA, Turquia e África do Sul.
O que é preciso para entrar na unidade de agregadores?
Duas coisas: aprovação como serviço de busca vertical e infraestrutura de dados por vertical: feed de hospedagem para hotéis, APIs em tempo real para voos e transporte terrestre, e o programa de Comparison Shopping Services para agregadores de produtos.
Como funciona a unidade de fornecedores diretos?
É para o fornecedor em si (um hotel, uma companhia aérea, um negócio físico ou provedor de serviço) e não exige formulário: o site qualifica por ser fornecedor direto atendendo usuários do EEA, podendo depender apenas de dados rastreáveis. A unidade só aparece acompanhando a de agregadores.
Sites brasileiros precisam dessas implementações?
Apenas se vendem ou atendem usuários dessas regiões: nesse caso, o ItemList nas páginas de categoria é o primeiro passo acessível, com feed/API e aprovações como camada seguinte para agregadores. Para quem opera só no Brasil, o hub vale como ensaio do que a regulação de plataformas pode reproduzir aqui no futuro.

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