1. Palavras-chave relevantes (as duas buscas)
A palavra serve nos dois motores: na busca interna do marketplace e no Google. A escolha depende do produto: para uma smart TV, tamanho de tela e marca são os termos que o comprador digita; para itens genéricos (lâmpada LED, conjunto de meias), os termos amplos capturam o volume. O Keyword Planner do Google, gratuito, mostra volume e termos relacionados para ambas as superfícies. A prática do vendedor brasileiro: mire a busca interna do marketplace primeiro (é onde a compra acontece) e use o Google como camada de descoberta.
2. Títulos: a palavra no começo, os atributos completos
O título é o primeiro ponto de contato com o algoritmo e o comprador: palavra-chave no início, seguida das informações complementares (funcionalidade principal, cor, versão, capacidade), com pontuação e parênteses organizando a leitura. Cada marketplace tem convenções próprias: o que funciona no Amazon (título longo e descritivo) não é o formato do Mercado Livre (título direto, título variante por atributo). Escreva no formato de onde anuncia.
3. Descrições que respondem (e vendem)
Palavra-chave e termos relacionados no texto (para calçados: "bota de couro", "bota marrom"), legibilidade acima de tudo (frases curtas, parágrafos pequenos, nada de bloco único), e o salto que separa o anúncio mediano do vencedor: ir além das características técnicas: diferenciais, usos, o que o comprador resolve com o produto.
4. Imagens que provam (e 5. URLs que falam)
Imagens de alta resolução (as do fabricante são um bom começo), imagens dentro da descrição ilustrando características, o produto em uso, tamanho real e, quando possível, vídeo: o anúncio visualmente completo converte melhor e sinais de conversão realimentam o ranqueamento. Nas URLs (quando a plataforma permite), termos identificáveis no lugar de códigos: "fones-de-ouvido" vale mais que "139646".
6. Redes sociais e 7. Blog: as camadas fora do anúncio
Presença social traz tráfego direto às páginas de oferta, e o volume de visitas sinaliza relevância aos algoritmos do marketplace. E o blog (no seu site) consolida a marca, constrói autoridade e alimenta as páginas de produto com links: o conteúdo que responde "como escolher" captura o comprador antes da busca interna e o entrega pronto. Cuidados: conteúdo escaneável, original, imagens otimizadas e carregamento rápido.
O anúncio otimizado para a busca interna (título, atributos, imagens) e a página do produto otimizada para o Google (descrição proprietária, dados estruturados) são trabalhos diferentes sobre o mesmo produto. Vendedores que tratam os dois motores como um só perdem em ambos. Para a visão do operador de marketplace, o guia do operador; para a mecânica da Buy Box, o guia de Buy Box e visibilidade; e para a régua de conversão, o benchmark brasileiro.