A metodologia do estudo é o que dá peso aos números: cerca de 4 mil prompts exatamente iguais aos do estudo de 2025, com representação igual entre verticais (software, e-commerce, viagem, cartões), reaplicados no modelo novo (GPT 5.6 Sol) e com as fan-out queries extraídas pela API da OpenAI. Comparar prompt a prompt com o estudo anterior é o que permite afirmar que o comportamento mudou de verdade.
Quanto o ChatGPT pesquisa por resposta?
| Métrica | Estudo 2025 | Estudo 2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Média de fan-out queries por prompt | 2,17 | 7,61 | +250% |
| Máximo de buscas numa cadeia | 4 | 29 | +625% |
| Palavras médias por consulta | 5,48 | 6,82 | +24% |
Na distribuição, 55% das cadeias ficam entre 6 e 12 buscas, e a caixa de 8 consultas é a mais popular (19% dos prompts). O recorde de 29 buscas numa cadeia veio de "quais as melhores botas de cano alto femininas": o ChatGPT vasculhou site de varejista por varejista antes de responder.
Quais setores geram mais buscas do ChatGPT?
Por vertical: software lidera com folga (média de 10,7 fan-outs por prompt), seguido de imobiliário (8,7) e moda (8,5); viagem e cartões de crédito ficam abaixo de 6. A explicação do estudo para o software: ciclo de compra complexo, muitas variáveis a confirmar (recursos, preços, capacidades), o que força pesquisa mais longa. Para quem vende software no Brasil, isso significa que a jornada de pesquisa da IA sobre o seu produto é mais longa do que a de qualquer outro setor, e cada etapa dela precisa encontrar algo confiável.
Por que o ChatGPT usa busca "site:" em 64% das consultas?
O achado mais estratégico: o ChatGPT executa busca "site:" em 64% de todas as fan-out queries. O padrão típico: começa com buscas genéricas, identifica as marcas relevantes do tema e então busca direto nos sites dessas empresas ("site:empresa.com") para extrair informação da fonte. E não é só site de marca: no exemplo do estudo, para um prompt sobre software de home care, o ChatGPT buscou direto nos sites oficiais do Medicaid e do CMS (órgãos do governo americano). Os unigramas reforçam: "site:", "official" e "gov" entre os cinco termos mais usados, e "official" virou o segundo unigrama mais pesquisado, usado como substituto ou companheiro do site search.
A implicação para quem otimiza é dupla: 1) se a IA vai buscar direto no seu site pelo nome, o site precisa responder com conteúdo próprio, claro e atualizado (a página que responde à consulta é a que entra na resposta); 2) pages com termos "oficial" onde faz sentido (documentação, preços oficiais, especificações) conversam com o nomenclatura que o sistema de busca da IA usa.
Em 2025, o ano ("2025") era o unigrama mais comum das buscas do ChatGPT; em 2026, saiu do top 5. E surgiu um comportamento novo: busca multi-ano, pesquisando "2026" e "2025" na mesma cadeia para combinar o conteúdo do ano corrente com o do anterior. A leitura do estudo: frescor segue sendo fator, talvez menos absoluto que antes; a mudança real é que o sistema cruza fontes de dois anos para consolidar a resposta. Para a rotina de atualização trimestral que o dado exige, o levantamento de 2026; e para a hierarquia de fatores de citação, o levantamento com 130 especialistas.
Como aplicar os achados na sua estratégia
- Mapeie as buscas "site:" que a IA faz sobre o seu domínio: se o ChatGPT vai buscar direto no seu site, cada página importante precisa responder de forma autônoma e atualizada.
- Tenha página oficial para o que você diz ser oficial: preços, especificações, documentação: com o termo e a estrutura claros.
- Cubra o fan-out, não só a cabeça: uma resposta de IA gera dezenas de consultas: para o processo de mapeamento, o guia de extração e mapeamento com Gemini 3.
- Mantenha frescor com histórico: atualize as páginas-chave e mantenha conteúdo do ano anterior acessível (o sistema busca os dois).
- Monitore a citação: para a metodologia de acompanhamento, o guia de monitoramento de marca em IA.
E para checar como os robôs veem o seu site hoje, o diagnóstico gratuito.