Paid search, ou tráfego pago em busca, é o modelo de anúncio em que você paga ao buscador cada vez que alguém clica no seu anúncio (por isso também se chama CPC, custo por clique). O anúncio aparece quando a pessoa pesquisa por termos que você escolheu — ou seja, no momento exato de intenção. Mas quanto você paga e em que posição aparece não é você que define sozinho: é um leilão.
Como funciona o leilão
A cada busca, o Google roda um leilão em milissegundos para decidir quais anúncios mostrar e em que ordem. Não ganha simplesmente quem paga mais: a posição (Ad Rank) combina o seu lance com a relevância do anúncio e a qualidade da página de destino. Anúncio ruim com página fraca paga mais caro para aparecer pior — e o contrário também vale.
| Conceito | O que é |
|---|---|
| CPC (custo por clique) | O valor cobrado a cada clique no anúncio |
| Índice de Qualidade | Nota do Google para a relevância do anúncio e da página de destino |
| Ad Rank | Combinação de lance + qualidade que define a posição do anúncio |
| Palavra-chave | O termo em que você dá lance para aparecer |
| Correspondência | Como o Google casa a busca do usuário com sua palavra-chave (exata, de frase, ampla) |
Tipos de correspondência (o controle do jogo)
- Exata: aparece só para buscas muito próximas da sua palavra-chave — mais controle, menos volume.
- De frase: aparece quando a busca contém o sentido da sua palavra-chave — equilíbrio entre controle e alcance.
- Ampla: alcança o máximo de variações — mais volume, mais risco de clique irrelevante; exige palavras-chave negativas afiadas.
Para dominar o vocabulário completo — CTR, ROAS, CPA, impressão, Índice de Qualidade e companhia — vale ter à mão um glossário de tráfego pago. E se a dúvida é onde colocar sua verba primeiro, veja nossa análise de tráfego pago ou SEO com números.
As plataformas além do Google
Paid search é o modelo da busca (Google e Microsoft/Bing), mas o mesmo princípio de leilão e CPC roda em Meta (Facebook/Instagram), TikTok, LinkedIn e YouTube — cada um com formatos próprios e intenção diferente. Busca capta quem já procura a solução; social interrompe para gerar demanda.
Por que usar (e o que esperar)
- Velocidade: aprovação costuma sair no mesmo dia — tráfego quase imediato, diferente do SEO.
- Mensuração: dá para medir conversão, custo por lead e retorno com precisão.
- Controle de verba: você paga por clique e define o teto diário.
- Contrapartida: parou de pagar, parou de aparecer — por isso paid search e SEO se complementam.
Subir campanha sem palavras-chave negativas e com página de destino fraca. O leilão penaliza os dois: você paga caro por cliques que não convertem. Comece com poucas palavras-chave de alta intenção, correspondência exata/de frase e uma página que responde ao que o anúncio promete.
Paid search bem feito não é 'jogar dinheiro no Google': é comprar visitas de alta intenção a um custo previsível, controlando palavra-chave, negativas e página. Entendido o leilão, o resto é rotina de otimização — e é aí que a verba pequena rende.